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Protetores Solares

Protetores Solares

Na partilha que efetuámos no passado mês de junho alertámos para os efeitos da radiação solar na nossa pele e salientámos a importância do uso de proteção solar durante todo o ano. Este mês explicamos quais as características a ter em conta no momento da escolha do produto mais adequado à nossa pele.

Atualmente somos confrontados com uma oferta infindável de produtos no mercado que nos oferecem diferentes texturas, fatores de proteção, opções com ou sem cor, opções com ou sem perfume... Será que o momento da escolha está facilitado?

Um dos principais aspetos a ter em conta é a textura mais adequada ao nosso tipo de pele. Será que “são tudo cremes”? Ou será que existem diferenças? Para que seja possível responder a estas questões é essencial que cada um de nós saiba qual o seu tipo de pele, entre outros fatores. Pele seca? Pele oleosa? Pele mista? Pele normal? Pele desidratada? Pele sensível?...

As texturas em creme são adequadas a peles mais secas, por outro lado, texturas mais ligeiras como, creme-gel, gel ou fluído, são as preferidas das peles normais, mistas ou oleosas. A ter em conta que nem sempre só o tipo de pele é importante pois apesar de podermos ter um destes tipos de pele, o estado da pele pode variar com vários fatores como por exemplo a época do ano. Por exemplo, a pele desidratada muito facilmente no inverno com o frio e com o vento, ou com a própria desidratação causada por fraca hidratação do organismo ou por alguma patologia associada, e nestes casos é importante que o protetor solar atue no reforço da hidratação da pele. Outro exemplo é o facto de as peles oleosas terem maior tendência a produzirem sebo nas estações de maior calor – e aqui o protetor solar deve ter uma ação matificante associada. Claro está que a adição do protetor solar à rotina de skincare tem que ser avaliada junto dos restantes produtos utilizados, para que os efeitos dos mesmos se complementem e para que não aconteça de anularem efeitos de outros produtos, ou mesmo de potenciarem efeitos indesejáveis como, por exemplo, o efeito rebound (a maior produção de sebo por uso excessivo de produtos com ação matificante é um exemplo deste efeito).

Relativamente ao fator de proteção, qual o mais indicado? FPS 30 será suficiente? Ou o melhor será optar por um FPS 50+? Fatores de proteção mais elevados proporcionarão maior proteção contra a radiação UVB (responsável por provocar eritema - “queimadura solar”). Ou seja, quanto mais elevado for o SPF, maior será o tempo durante o qual a pele permanece protegida. Assim, consideramos ser vantajoso optar por um protetor solar com FPS 50+, qualquer que seja o tipo e estado da pele. Existem também no mercado opções com FPS 100 que poderão ser uma boa escolha para peles sensíveis ou sensibilizadas por algum tipo de tratamento a que a pessoa possa estar a ser submetida.

Com ou sem cor? O facto da cor estar ou não presente numa formulação representa proteção ou ausência dela contra a radiação visível (luz azul). Para quem poderá ser útil? Para pessoas que apresentem hiperpigmentação (manchas castanhas) ou, em jeito de prevenção do aparecimento das mesmas, para quem está diariamente exposto a este tipo de radiação, através de ecrãs (computadores, telemóveis,...), por exemplo.

Formulações com ou sem perfume? A ausência de perfume pode ser opção de quem simplesmente não tolere fragrâncias ou uma ótima escolha para quem possua pele sensível (estando, por norma, associada uma composição minimalista).

Falemos agora de exemplos mais concretos no que diz respeito à sensibilidade da pele.

  1. Bebés e crianças até aos 3 anos de idade (ou com pele atópica): formulações com filtros físicos (protetores solares minerais), salvaguardando que apenas são recomendados a partir dos 6 meses (idade até à qual não se prevê que ocorra exposição solar).
  2. Rosácea: protetores solares de amplo espetro (que incluem proteção contra os diferentes tipos de radiação) pois, neste caso, tanto a radiação como o próprio calor poderão influenciar os sintomas. Idealmente com SPF50 e que possuam silicones na sua composição, para diminuir a irritação e reforçar a barreira cutânea.
  3. Acne: neste caso é importante alertar para o facto de que, muitos dos tratamentos prescritos para tratamento da acne serem fotossensibilizantes. Isto significa que a pele estará num estado de maior sensibilidade. Outro aspeto a ter em conta é que a radiação UVA pode induzir hiperpigmentação na região das lesões provocadas pela acne. Deste modo, recomenda-se a escolha de protetor solar de amplo espetro (texturas mais fluidas, não oleosas) e que possuam agentes anti-inflamatórios na sua composição.
  4. Dermatite atópica: Recomendamos o uso de protetores solares minerais com SPF50+ de modo a reduzir a fotossensibilidade desta pele. Salientamos que o protetor solar não poderá ser aplicado sob lesões abertas.

E de fotoprotetores orais, já ouviram falar? Sabem o que são e para que servem? Os fotoprotetores orais podem ser recomendados como complemento da proteção tópica, e nunca isoladamente, e apresentam inúmeros benefícios tais como o facto de protegerem a superfície da pele sem sofrerem a ação de agentes externos como o suor, a fricção e os banhos na praia ou na piscina. São suplementos ricos em antioxidantes e possuem propriedades anti-inflamatórias que auxiliam a fotoproteção da pele. Hoje em dia podemos encontrar no mercado diferentes opções tendo em conta as necessidades da nossa pele.

Existem disponíveis suplementos que ajudam a prevenir o dano solar, reforçando a proteção tópica, essenciais em casos de elevada sensibilidade à radiação.

Existem outras opções que potenciam um bronzeado mais uniforme e duradouro.

Outros destinam-se a quem essencialmente procura uma prevenção do fotoenvelhecimento cutâneo bem como do aparecimento de manchas. São, por isso, boas opções para complementar e tornar mais efetivo o nível de proteção.

Assim, tentámos abordar aqui os principais aspetos em relação aos quais mais sentimos que os nossos clientes procuram resposta. Consideramos que este texto traduz um bocadinho do que é o nosso atendimento ao balcão e só deste modo é que para nós faz sentido. Esperamos ter tornado mais simples o processo de escolha do protetor solar adequado a cada pele e às suas necessidades individuais, dada a sua importância diária.

Gostariam de saber exemplos de produtos para cada situação aqui descrita? Escrevam nos comentários as vossas dúvidas ou as vossas opiniões sobre este tema.

A escolha de um protetor solar deve ter em conta vários fatores e com a ajuda de um profissional de saúde, conseguirá, mais facilmente, fazer as escolhas mais adequadas.

Aconselhe-se junto da nossa equipa ou, nos casos em que hajam patologias associadas à sua pele, procure sempre ajuda médica.

Farmaoli, mais do que uma loja, o olhar atento de um Farmacêutico”

Daniela Sousa – Licenciada em Química e Especialista em Dermocosmética

Lígia Teixeira – Licenciada em Ciências Farmacêuticas

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